Olhem só que hoje o post é dos bons (pre-ten-ci-o-sa!! rs). Muita gente pode conhecer essa figura, eu mesma já conhecia, mas resolvi postar só agora. Talvez seja porque as coisas mudam. E a gente muda. E criam-se versões, dependendo do olhar que se lança sobre. E falando em olhar... fala-se em fotografia. É aí que entra Eugen Bavcar. Pra muitos, só mais um nome estrangeiro; pra outros (muitos, queira Deus!) é um exemplo de vida.
Deixe-me fazer as honras da casa: Eugene Bavcar, esse é o povo do Balaio. Povo, esse é o Eugene Bavcar. Um esloveno cego desde os doze anos que é, PASMEM!!!!, fotógrafo.
E não digo fotógrafo de merda, não. O cara é respeitado nos quatro cantos desse mundo. Participou do documentário, igualmente respeitado, Janela da Alma, que trata sobre a visão, suas diversas formas, seus desvios, seu olhar interior e exterior e a importância do saber olhar, não apenas ver.
[Momento merchan...] Gente, vale a pena ver o documentário. É lindo! Tão simples e tão esclarecedor... De uma suavidade e delicadeza inquestionáveis. Há participações maravilhosas como a do José Saramago fazendo um paralelo da atualidade com a caverna de Platão; João Ubaldo Ribeiro grande, grande, grande sempre!; Agnès Varda detalhando (e emocionando) a cena em que filmou o marido para um filme e o valor de um olhar apaixonado; O vereador mineiro Arnaldo Godoy que compartilha o que é perder a visão na adolescência e como as mulheres gostam do tato beeeem desenvolvido na cama! E outras personalidades igualmente ilustres e cheias de coisas a ensinar. Se inquiete e vá procurar pra assistir!
Voltando ao foco...
Eugene também é filósofo. E junta num balaio só a visão de filósofo com a de fotógrafo. Sobre sua deficiência, ele costuma dizer que "não há muitas diferenças entre ele e os ditos sãos. Ninguém mais vê. E sabe porque? Por que não há mais olhar interior. Perdemos o distanciamento. Vivemos em uma cegueira generalizada. A tv mostra as coisas sobre um olhar e veja só: todos a seguem. São tão segos quanto eu".
Frases como "Narciso morreu afogado porque não compreendeu que entre ele e a imagem existe a água. Sou Narciso sem o espelho. Para mim, as imagens existem também através do olhar dos outros, que me falam, que me trazem, que me permitem ver" ou "Não se pode querer ver o mundo com os olhos dos outros, nem com sua visão. Eu faço o que posso com o que tenho. Eu crio minha imagem, a sinto" também são de sua autoria.
O cara é figurinha repetida no Brasil. Veio aqui um par de vezes e sempre faz questão de mostrar seu fascínio pelo exotismo (e isso lá existe? oO) do país. Característica essa sempre presente em suas fotos. E espie só... Num é que dia 15 de maio ele dá as caras por aqui? Será no Centro Universitário Maria Antônia. Para maiores informações: Rua Maria Antônia, 294, Vila Buarque, 3255-5538.
[Momento merchan...] Gente, vale a pena ver o documentário. É lindo! Tão simples e tão esclarecedor... De uma suavidade e delicadeza inquestionáveis. Há participações maravilhosas como a do José Saramago fazendo um paralelo da atualidade com a caverna de Platão; João Ubaldo Ribeiro grande, grande, grande sempre!; Agnès Varda detalhando (e emocionando) a cena em que filmou o marido para um filme e o valor de um olhar apaixonado; O vereador mineiro Arnaldo Godoy que compartilha o que é perder a visão na adolescência e como as mulheres gostam do tato beeeem desenvolvido na cama! E outras personalidades igualmente ilustres e cheias de coisas a ensinar. Se inquiete e vá procurar pra assistir!
Voltando ao foco...
Eugene também é filósofo. E junta num balaio só a visão de filósofo com a de fotógrafo. Sobre sua deficiência, ele costuma dizer que "não há muitas diferenças entre ele e os ditos sãos. Ninguém mais vê. E sabe porque? Por que não há mais olhar interior. Perdemos o distanciamento. Vivemos em uma cegueira generalizada. A tv mostra as coisas sobre um olhar e veja só: todos a seguem. São tão segos quanto eu".
Frases como "Narciso morreu afogado porque não compreendeu que entre ele e a imagem existe a água. Sou Narciso sem o espelho. Para mim, as imagens existem também através do olhar dos outros, que me falam, que me trazem, que me permitem ver" ou "Não se pode querer ver o mundo com os olhos dos outros, nem com sua visão. Eu faço o que posso com o que tenho. Eu crio minha imagem, a sinto" também são de sua autoria.
O cara é figurinha repetida no Brasil. Veio aqui um par de vezes e sempre faz questão de mostrar seu fascínio pelo exotismo (e isso lá existe? oO) do país. Característica essa sempre presente em suas fotos. E espie só... Num é que dia 15 de maio ele dá as caras por aqui? Será no Centro Universitário Maria Antônia. Para maiores informações: Rua Maria Antônia, 294, Vila Buarque, 3255-5538.
O autor...

A obra a obra...




E se gostar, descasque essa idéia!


