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domingo, 14 de abril de 2013

Dois meses depois...


O bom da vida é que ela pode mudar. Mudar completamente; em 350 graus – porque aí você não volta pro lugar onde estava. E você pode se surpreender. E como isso é bom!

Nesses exatos dois meses de São Paulo eu venho me surpreendendo a cada dia... A cidade não me dá tanto medo, quanto eu pensava antes. Não me aterroriza tanto e nem bate aquela vontade louca de correr pra casa – como aconteceu tantas vezes (e por diversos motivos) em Vitória. E eu não me sinto tão só.
Aqui, além dos amigos que já estavam morando aqui, eu conheci novas pessoas que quando estou com elas, tenho a sensação de trazê-las comigo desde um passado muito remoto, que não sei nem mais dizer onde está. Gente que me cativou e tornou São Paulo menos cinza, menos fria, menos grande (sei que a expressão é errada, mas é assim que eu preciso me expressar. Com eles, São Paulo deixa de ser um mar de concreto pra ser uma vilazinha querida e cheia de carinho). E embora sejamos diferentes, trabalhemos em áreas distintas e venhamos de lugares opostos, a gente se conectou por um mesmo laço: gente que precisa de amor em São Paulo. E vem dando certo...

Aqui não chove tanto quanto assim – ou pelo menos isso não atrapalha tanto minha vida como eu temia. E apesar de não me acostumar com o frio (e nem com a ideia de morar numa cidade fria), já não me importo mais de trocar o bar pela minha mantinha; a cerveja pelo vinho e o salto pela pantufa. Ou eu coloco um casaco mesmo e vou ver o que a cidade tem a me oferecer.

E ela me oferece tanto... Tanto e tão diferente! Como esse parece um mundo tão distinto do meu. Mas me agrada a ideia de poder transitar lá e cá, sem ter que escolher onde ficar. Sem ser isso, ou aquilo. E sendo eu, absorvendo o que os outros são e criando um novo eu sempre.

Aqui tudo parece tão possível, tão realizável... O mundo está a um passo daqui e você pode ir e voltar sem ao menos perceber que foi. Aqui, parece que você está sempre prestes a concretizar; a tirar o sonho do papel e torná-lo uma doce realidade. É a cidade grande que não te faz sentir pequenininho, mas sim um gigante tem pode abraçar o mundo.

Quem diria que após dois meses (apenas dois meses!) eu ia estar me rendendo a São Paulo? Não que seja aqui meu lugar; que vá ser aqui que eu crie minhas raízes... Mas é aqui que eu me vejo agora. Sem tristeza de olhar pra trás e ver o que ficou, o que passou e sem medo, ou ansiedade pelo o que virá. Apenas sabendo que aqui, agora, é o meu lugar.

O bom da vida é que ela pode mudar. E a gente também!


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Porque tudo há de pertencer


Chega um momento na vida, desses bem engraçados e tristes ao mesmo tempo, que você não sabe onde deveria estar. Aqui? Acolá? Você sente no peito um anseio por se encontrar, por encontrar algum lugar que seja mais do que sua casa, seu lar. Que lhe dê segurança emocional, que lhe dê amigos verdadeiros, que lhe traga alegrias e boas recordações (quando, nostalgicamente, você decidir relembrar o passado). Mas também tem aquele sentimento de querer vagar por aí, descobrindo cores, sabores, rostos, cheiros, carícias...

É nessa época meio perdida que a gente quer ir além, mas tem medo de querer ir além demais. Ou duvida do quão além a gente consegue ir. A gente não sabe se vai, se fica, se enrola mais, se arrisca, se deixa pra mais tarde, ou se decide que já perdeu muito tempo. Mas a gente sabe que precisa sair do lugar... pra qualquer lugar.

E nessas horas todos os conselhos (daqueles dados de coração, de gente que só quer o nosso bem) são válidos. Mas no final, quem fala mais alto é aquela vozinha que vem do coração. Seja pedindo pra esperar, seja mandando por o pé na estrada. É ela que vai te mostrar o que se tem a perder e a ganhar com cada decisão e todos os fatores que implicam em cada uma delas.

Espero, de todo coração, que seja normal isso de não se sentir pertencente a um lugar. De saber, bem lá no fundo, que você está ali de passagem e que a sua longa viagem vai te levar pra um outro lugar. Onde você esteja entre os seus, e que o coração pare de palpitar lentamente, triste, como se vagasse ao léu, desanimado. Que você olhe ao redor, dê um suspiro gostoso e escute todo o seu corpo e alma dizer: é aqui! Mesmo que esse “aqui” mude de lugar constantemente!

domingo, 20 de novembro de 2011

Movimento Gota D' Água vira polêmica na Internet

Nas últimas semanas espalharam pela Internet um vídeo de atores da Globo contra a construção da usina de Belo Monte. Até aí, nenhuma novidade. Nunca ouvi ninguém se posicionar a favor. Eles apresentam números, fazem questionamentos e por final, pedem que o público assine uma petição contra a construção. Tudo num teatrinho engraçado e bacana.

A causa que foi abraçada por muitos, também foi criticada por outros. Em parte por ser uma iniciativa de atores da tão odiada Globo, em partes por alegarem ser tudo mentira. Textos, como esse do site Brasil 24/7, contrapõem todos os dados informados no vídeo. Bem, eles negam, mas também não provam nada. Nem no vídeo, nem no texto eu encontrei algum link, imagem, ou textos antigos no quais eu poderia verificar qual a verdade da história. A questão é mesmo discutida desde de 1970? Mas discutida entre quem? Falar que produz 33% de sua capacidade, quando, na verdade, produzirá 40% não me parece tãaao diferente assim... Mas tudo é uma questão de lado. Fica fácil criticar e acabar fazendo o mesmo: falando, falando, falando... e só!

Ouvi gente defendendo com dentes e unhas a hidrelétrica. Argumentos não faltaram. Até concordo com quem diz que energia eólica ainda é utopia. Bem verdade, afinal também se precisa de um espaço gigantesco pra isso e, na minha humilde opinião, ainda não vimos isso funcionar na prática, por exemplo: uma grande cidade inteira abastecida assim. Mas houve quem dissesse que isso de energia solar é conversa porque durante a noite, que é quando mais se precisa de energia, não tem sol. 'O.o jesusmariajosé De onde saiu um ser desse? Minha gente, energia solar é armazenável. Por um período curto de tempo, mas é. E no outro dia, acredite, o sol vai estar lá. Existem casas sustentáveis - que saem bem mais caras, é verdade, que não utilizam energia elétrica pra nada. É, acho que não dá pra sustentar um país inteiro assim, mas acredito que substituiria Belo Monte lindamente. Mas isso é só uma opinião de quem não fez qualquer pesquisa sobre o assunto.

O que o mundo precisa mesmo é se decidir. Porque a cada dia existe um novo motivo pra se gastar mais energia. É gente com mais computador, celular e aparelhospara conectar à energia. E de preferência tudoaomesmotempo! Se o mundo não frear, não entender que dar um passo pra trás é dar três pra frente, a gente vai ter que adaptar o mundo às nossas necessidades. E aí vai ter que desmatar tudo mesmo. Seja pra construir hidroelétrica, pra fazer pasto, pra plantar... É preciso entender que é a gente que tem que se adaptar, estragando (mais) o mínimo possível, ao ambiente. Pode parecer impossível, pode parecer retrocedimento bizarro, pode parecer utopia, mas minha vó me dizia que mudança é assim mesmo: a gente sofre, apanha e rebola pra se acostumar. Mas depois vê que não podia ser diferente.

sábado, 4 de junho de 2011

Numa continuidade do dia de ontem...

Como protesto ao ato bárbaro e irresponsável do BME no dia de ontem, os estudantes se organizaram para sair em passeata hoje de novo, às 17h, em frente ao Teatro Universitário da Ufes. Hoje eu resolvi ir às ruas. Morrendo de medo, receosa de dar confusão e eu não conseguir me safar, de sobrar bala de borracha pra mim, de dar cadeia - mesmo que por algumas horas, mas fui. Eu, sempre tão apolítica, me senti tão revoltada e ofendida como cidadã com os abusos de ontem e com o apoio declarado do Governador Renato Casagrande à situação, que resolvi que o meu medo não iria reprimir o meu sentimento de revolta. A Alessandra, sempre fiel escudeira nessa vida, me acompanhou. O combinado era: a coisa ficou preta a gente foge! Cada um sabe dos seus limites... 

Chegando à Ufes encontramos pessoas queridas e uma multidão. Mais de 5 mil pessoas convencidas a fazer um protesto calmo, pacífico e sem transtornos para não perdermos a razão. Mas é difícil controlar a multidão. Quando o repórter d' A Gazeta tentava gravar um vt no local, ouviu-se um oníssono: AHÁ UHÚ, GAZETA MENTIROSA! Não teve uma pessoa que não gritou a frase de protesto. Foi tão intenso, que a equipe foi obrigada (obrigada, mesmo, no sentido de coagida) a se retirar do local. Infelizmente isso repercutirá negativamente e a quem olhava a distância, parecia insano. O protesto não visava agredir, ou ofender o jornalista, mas sim a rede de comunicação para qual ele trabalha. A reportagem que foi publicada no jornal A Gazeta na manhã de hoje relatava uma balburdia juvenil sem fundamento e que olhava para o próprio umbigo, causando apenas transtornos à população. Era visível a tentativa de jogar (mais) a população contra o protesto. O movimento não precisa de cobertura assim! O velho "se não ajuda, não atrapalha!". E sim, Voltaire disse que mesmo que não concorde com o que dizes, lutarei até a morte para defender o teu direito de dizê-lo. Que dissesse, mas não ali, na nossa cara e usando nossa imagem de fundo. Emissoras, como a TV Vitória - tão criticada pelos capixabas como um jornalismo despreparado e sensacionalista, que fizeram uma cobertura clara e o mais imparcial possível (mostrando pedrada de estudante, mas mostrando calavaria da PM), teve ajuda e apoio dos manifestantes para realizar seu trabalho. O jornalismo deveria se lembrar que não basta satisfazer o patrão. 

Saimos de lá em direção à Terceira Ponte. Tomamos as duas pistas da Fernando Ferrari por uns dez minutos, apenas pra mostrar que o que acontecia. Liberamos uma via e seguimos gritando. "Eu não acho, mas Casagrande acha que o povo precisa de bala de borracha" foi a primeira de muitas palavras de ordem. Os cartazes também protagonizaram bastante na passeata. Quando estávamos lá longe, pensando em subir a Ponte da Passagem, resolvi olhar pra frente e mal pude assimilar o que via: era um mar de gente! E ainda havia muito mais atrás de nós. Os que olhavam da calçada, dos prédios e carros foram convidados a seu unir ao movimento: VEM! VEM PRA LUTA, VEM. CONTRA O AUMENTO! E muitos foram aderindo a causa. Aos que preferiram não, avisávamos: VOCÊ QUE TÁ PARADO TAMBÉM É ROUBADO! Ônibus parado em ponto: PULA ROLETA!! PULA ROLETA!! E muitos pularam. 

A Terceira Ponte parecia não chegar nunca mais, eu juro! Eu e Alê, duas sedentárias convictas, nos arrastamos ao final do protesto. Nosso amigo Felipe, que foi caminhando com a gente - vai que desse merda? rs - era só o pique! Quando chegamos (eu, Alê e Felipe) lá as cancelas já estavam abertas. Uns dizem que foi a Rodosol, a empresa que cobra o pedágio, se adiantando aos manifestantes, outros que foram os manifestantes. Dane-se! Estavam abertas e pronto! Fizemos filas para deixar os carros passar. Eu, que já estava boquiaberta com o fato de estudantes, nunca levados a sério pela sociedade, conseguirem calar a grande mídia, vi uma das cenas mais lindas: 5 mil pessoas tomando a Praça do Pedágio e cantando o Hino Nacional. Essas mesmas 5 mil pessoas liberaram a passagem gratuita de inúmeros veículos pela Terceira Ponte. Aposto que pelo menos um motorista daqueles ontem reclamou do caos no trânsito e crucificou a manifestação. PODE PASSAR, QUE HOJE É DE GRAÇA!! O CASAGRANDE PAGA! Gritei até ficar rouca. 

O saldo foi positivo. Valeu a pena a caminhada infinita pra ver cada cena que vi hoje. Claro que tinha gente ali mais perdida que cego em tiroteio, gente que achou que era festa, gente desnecessária. Mas manifestação não é festa particular que se escolhe convidados. Ridículo gente manifestanto e tomando cerveja ou fumando maconha. Mas dentre os 5 mil, esses eram insignificantes e não se pode descaracterizar a luta por tal. Um manifesto pacífico, como vimos hoje é direito de todo e qualquer cidadão. Não importa sobre o quê se manifesta, ou se é contra ou a favor de alguma causa. É constitucional. 

E eu vou poder dizer, bem piegas, bem clichê e me submetendo ao julgamento alheio (olha lá, a alienada manifestando!) que eu vi o desrespeito humano e não me acomodei! FOI LINDO, VITÓRIA!






As fotos foram feitas pelo estudante de jornalismo da Ufes Yuri Barichivich - Facebook

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Era Só Mais Um Protesto...

Há pouco tempo eu comentei aqui o fato de presenciar a História acontecer. Hoje venho falar do meu medo de ver a História acontecer... Um protesto de estudantes reivindicando os preços abusivos das passagens de ônibus na Grande Vitória acabou em pancadaria, prisões, agressões e notícia em cadeia nacional. 

O protesto começou na manhã de hoje fechando uma avenida no Centro da cidade. Bem radical, verdade, atrapalhando a rotina de várias pessoas que precisavam circular pelo local. Mas a gente sabe que no nosso Brasil se não incomodar, a situação acomoda. Gente que reclamou de andar a pé, de ficar parado no trânsito dentro de ônibus, não vai ao menos se lembrar disso depois se o preço da passagem abaixar. A intenção era chamar, à força, as autoridades para uma rodada de negociações. As autoridades, representada pelo vice governador do Estado, Givaldo Vieira, do PT, enviaram o Batalhão de Missões Especiais - BME para reprimir a manifestação, que foi chamada de baderna por muita gente. Bala de borracha, spray de pimenta e bombas de efeito moral foram arremessadas nos manifestantes - e não em diração à. A intenção era clara. Cães e armas eram apontados com orgulho pelos policias, que dias após invadirem Aracruz e desalojarem inúmeras famílias e matarem uma senhora, pareciam estar prontos pra outra. 

Transeuntes foram atingidos, manifestantes agredidos e por fim a multidão se dispersou. Mas ideia era continuar na Avenida Fernando Ferrari, em frente a Universidade Federal. Fechada a pista, não demorou muito a polícia já estava a postos. Os estudantes, mais uma vez agredidos - e muitos presos, tentaram refúgio dentro da Ufes, que por ser um lugar de responsabilidade Federal, não permite entrada e ação da Polícia Militar. Mas esse pequeno "detalhe" não segurou os policiais de, pelo lado de fora da Ufes, jogarem bombas e atirarem para dentro da Universidade. O reitor em exercício, Reinaldo Cantoduccate, preocupado com a segurança no local - no  Teatro Universitária havia inúmeras crianças que participavam de um evento - tentou diálogo. Levou uma bala de borracha na bunda.  

O protesto seguiu para Terceira Ponte e os manifestantes tiveram a companhia agradável da ROTAN - Rondas Ostensivas Tático Motorizadas, que não tinha morro pra invadir e resolveu cercar a Praia do Canto, por onde o protesto também passou - e foi aplaudido por moradores. A cavalaria recebeu alguns protestantes perto casa do Governador, Renato Casagrande, que achou que ficar em Brasília era mesmo uma boa opção. 

Vinte sete pessoas foram presas: estudantes e até mesmo um jornalista (Henrique Alves, jornalista do Século Diário). Inúmeros foram feridos, inclusive jornalista d' A Tribuna. A cobertura televisiva foi previsível e até mesmo desnecessária, já que na internet post's, fotos, vídeos e depoimentos ofereciam um material vasto de informação sobre a barbarie. 

Autoridade nenhuma se manifestou sobre o acontecido. Qualquer notícia vinda do lado de lá, foi da assessora do Governador, Rita Paterlini, que pela sua página no twitter: https://twitter.com/ritapaterlini, ironizou a manifestação. Mas como assessor é ponte, não é fonte ( Salve, salve Martinuzzo!), a gente espera seu assessorado cair se manifestar. 

Muita coisa se viu, ouviu e leu nesse dia, mas de todas, a que mais me chamou a atenção foi a declaração do professor de filosofia Maurício Abdalla: 

"O vice-governador Givaldo Vieira foi meu amigo, militante e estava conosco quando paramos a cidade com mais de 10 mil pessoas contra o aumento das passagens em 1988. Hoje a PM, sob seu comando, agrediu violentamente uma manifestação igual, ferindo estudantes. Tenho orgulho de dizer que minha filha estava lá. E o meu ex-amigo, agora manda a polícia atacar minha filha que, graças a Deus, seguiu os meus passos e não o dele. Enquanto ele não se retratar e punir o comando da PM, estará na lista de meus inimigos."

Tempos difíceis, minha gente. Tempos difíceis... E VIVA A DITADURA, ops!! DEMOCRACIA!

domingo, 1 de maio de 2011

História com H maiúsculo!

É engraçado, curioso e fascinante isso de ver a História acontcer. Essa História com H maiúsculo, que os livros irão contar e as professoras ensinar em sala de aula. E essa semana foi cheia de fatos históricos, daqueles que seus netos vão ter que pesquisar algum dia em qualquer tecnologia modernosa da época.

Primeiro o Príncipe William, futuro Rei da Inglaterra (mas o moço ainda precisa esperar passar o reinado da avó Elizabeth e o do pai, Charles - que nunca nessa vida tem jeito de Rei), casou-se com uma plebéia rica, bem apessoada, de estilo, bonita e querida dos súditos. A História é cíclica, já dizia minha grande professora, Liliane. Engraçado ver a comoção que isso causou ao mundo, bom, pelo menos ao Brasil. Coberturas jornalísticas dedicadas a desvendar o mais íntimo do ser da futura Princesa, seus gostos, seu vestido de noiva, sua magreza... Em pleno século XXI um casamento com cara de século XVII ainda encanta multidões. Parece coisa de novela!

Prícipe casado, hora de fazer História de outro jeito: Papa Jõao Paulo II foi beatificado, para alegria de todos os fiéis, que desde sua morte pedem a beatificação do Papa mais popular, aberto ao diálogo e politicamente ativo da história da Igreja Católica.

E para fechar o domingão com chave de ouro, no finalzinho do segundo tempo, os Estados Unidos anunciam a morte do terrorista mais procurado da História, Osama Bin Laden. Depois de jogar, literalmente, dois aviões nas Torres Gêmeas, em Nova York, em 2001 e atentar contra o Pentágono, Osama comprou briga feia com a maior potência do mundo. O presidente da época, Bush, declarou guerra ao Afeganistão, com a desculpa esfarrapada de que por lá havia muitas armas nucleares. Entupiu o país e região de soldados americanos (que acabaram por causar barbaridades por lá), matou centenas de civis, desenvolveu problemas psicológicos em outras centenas de soldados e não deu em nada. Nem uma arminha se quer foi encontrada. Osama, nada bobo como era, se escondeu tão bem escondido que não se tinha qualquer pista dele. O cara aparecia quando queria, através de seus vídeos caseiros enviados para o canal de TV afegão, Al Jazeera. Saiu Bush, entrou Obama. Sairam também as tropas americanas do território afegão. Quase caímos no ostracismo e nem falávamos mais de Osama. E eis que ele me aparece morto. Aparecer, não apareceu, não. E sabe Deus se aparecerá. O que se sabe mesmo, é que Obama, que andava com a popularidade baixa entre os americanos, ganhou agora um bom motivo para angariar mais eleitores para a corrida presidencial daqui há 2 anos. Ao senhor Donald Trump, forte concorrente conservador do atual presidente pelo cargo, eu digo: se cuida, porque essa eleição não há de ser fácil! Mas isso é assunto pra outro momento histórico nessa vida!

sábado, 16 de abril de 2011

Desabafo...

Existem dores alheias que são tão grandes que chegam a machucar o nosso próprio peito... Ainda que a pessoa que sofra não seja tão próxima assim. E é exatamente assim que estou me sentindo agora: sangrando. Saber que uma pessoa tão querida, boa de alma e de coração e um ser humano mais do que exemplar está passando por uma dor indescritível e um sofrimento, que para o qual não se vê um fim próximo, mata um pouquinho da gente também. Mas pior do que saber, é ver.

Vê Tia Fá tão diferente e ainda assim tão igual, me faz pensar em qão pequena e fraca sou. A fisionomia não é a mesma, os cabelos longos e loiros se foram, os saltos queridos deram lugar às rasteirinhas e as aulas de Português e Literatura deram lugar ao isolamento requerido para melhorar a imunidade. Mas há coisas que não mudam: o sorriso encantador, a féem Deus, o amor pelos entes queridos, a crença e o amor pela vida. Por essas pequenas coisas Tia Fá vai ser sempre uma guerreira! 

A gente sempre pensa: tanta gente que não merece o feijão que come, e ela, que merece um banquete inteiro, nessa situação... Mas é certo que enquanto os amigos estiverem por perto, enquanto a fé em Deus permanecer, não há doença que abale essa alegria de viver! Lindo ver seus alunos, ex alunos e colegas de trabalho se esforçando para manter uma rotina de visitas, de apoio e ajuda. Lindo ver que o mundo ainda tem jeito, que as almas boas desse mundo se conectam e fazem da dor um motivo para espalhar o amor e a esperança.

quinta-feira, 24 de março de 2011

A arte Pela Água

Dia 22 de março comemora-se o Dia Mundial da Água. E para incrementar as discussões a cerca do tema (afinal a - falta de - água é um problemão de todos!!) foi criado um curta de animação para explicar um dos conflitos pela água que já começou e muitos não sabem, em Cochabamba, na Bolívia. Por lá a população conseguiu vencer o monopólio da empresa distribuidora de água, Aguas del Tunari. 

Na verdade, um amigo - Vitor Taveira, do Soy Loco Por Ti, que tuitou o vídeo e eu não achei muito mais a respeito... Na descrição diz o seguinte:

"Corto animado producido en The Animation Workshop en Viborg, Dinamarca, por The Animation Workshop, Nicobis, Escorzo, y la Comunidad de Animadores Bolivianos, el cual tiene el apoyo del Gobierno de Dinamarca.
Animado por 8 animadores bolivianos, dirigido por un francès, musica por la ambasadora de bolivia en Francia, composida por un otro francès, un proyecto danès, ajuda de produccion por un mexicano y una allemana. Adaptado de un mito ayoreo"

"Curta de animação produzido no Workshop de animação em Vibog, Dinamarca, pelo Workshop de animação, Nicobis, Escorzo e a comunidade de animadores bolivianos, que tem o apoio do Governo da Dinamarca.
Feito por 8 animadores bolivianos, dirigido por um francês, múscia boliviana na França, escrita por um outro francês, um projeto dinamarquês, ajudante de produção de um mexicano e uma alemã. Adaptado do mito Ayoreo"

O curta trabalha com elementos da crença indígena e mostra de um jeito lindo e delicado o problema. A trilha sonora é linda e dá um ar de lamento. Vale a pena ser visto, revisto e passado a diante!

Aqui o link: http://www.dailymotion.com/video/xdm9am_abuela-grillo_shortfilms Porque depois de vezes sem fim tentando colocar o vídeo aqui, desisti! "/

segunda-feira, 21 de março de 2011

O Lado Bom da Vida

A Coca-Cola veio para mostrar aos pessimistas de plantão (e eu tenho a tristeza de me incluir nesse grupo) que esse mundo ainda não está perdido! Que há muitas almas boas vigorando em corpos descrentes, que há muito sentimento bom botando os maus no chinelo e que ainda há muita esperança!

A nova propaganda da marca foi feita para veicular inicialmete na Colômbia e depois nos demais países latino-americanos de língua espanhola. A trilha sonora é de ninguém mais, ninguém menos do que Oasis, com a música Whatever. E as imagens são de uma sutileza que tocam o coração até daqueles que julgam nào o terem. Vale a pena ver, ver de novo... de novo... de novo...


Créditos para Mari White, pois foi no twitter dela que eu achei essa coisa linda!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Right To Be Wrong

Porque às vezes a gente precisa aprender com o erro e precisa que nos deixem livres para errar, aprender e crescer...




Right To Be Wrong
Joss Stone

I've got a right to be wrong


My mistakes will make me strong


I'm stepping out into the great unknown


I'm feeling wings though I've never flown


I've got a mind of my own


I'm flesh and blood to the bone


I'm not made of stone


Got a right to be wrong


So just leave me alone






I've got a right to be wrong


I've been held down too long


I've got to break free


So I can finally breathe


I've got a right to be wrong


Got to sing my own song


I might be singing out of key


But it sure feels good to me


Got a right to be wrong


So just leave me alone






You're entitled to your opinion


But it's really my decision


I can't turn back I'm on a mission


If you care don't you dare blur my vision


Let me be all that I can be


Don't smother me with negativity


Whatever's out there waiting for me


I'm going to faced it willingly






I've got a right to be wrong


My mistakes will make me strong


I'm stepping out into the great unknown


I'm feeling wings though I've never flown


I've got a mind of my own


Flesh and blood to the bone


See, I'm not made of stone


I've got a right to be wrong


So just leave me alone






I've got a right to be wrong


I've been held down to long


I've got to break free


So I can finally breathe


I've got a right to be wrong


Got to sing my own song


I might be singing out of key


But it sure feels good to me


I've got a right to be wrong


So just leave me alone

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

You've got a friend

Por que apesar dos pesares, essa música me lembra meu pai. E é como se tivesse cheiro de casa. E hoje eu estou sentindo falta dos dois...

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Em tempos de guerra...

Que o Rio de Janeiro está um caos, a gente já sabe. Desde a semana passada a barbarie se instalou na cidade e não está fácil pra ninguém, não... E quando eu digo ninguém, é ninguém mesmo. Nem pra traficante, que tem que correr pro complexo do Alemão par fugir do Bope (menos conhecido como Batalhão de Operações Especiais); nem pro Bope que tem que ocupar morro, apreender armas, drogas e dar entrevista pra jornalista que quer saber o dia em que eles vão invadir; nem para os jornalistas, que não pensam em nada mais inteligente e pertinente do que "o Sr. acha o que o Alemão vai ser tomado ainda hoje?"; nem para os cariocas que vivenciam o caos e muito menos pro resto do país que assiste a tudo estarrecido e sem grandes perspectivas da verdade. 

A sorte da chamada 'grande mídia' é que a maioria da população é tão carente de estudo e está tão preocupada em por pão na mesa que não se dá conta das atrocidades que são oferecidas no jornalismo. Tratar a situação do Rio como algo que simplesmente estourou, é não assumir anos e anos de negligência com a situação em que a cidade se encontrava. Não é de hoje que o Rio é violento, perigoso e que polícia e tráfico se enfrentam. O que mudou foi a intensidade com que isso aconteceu em um curto período de tempo. Eis que do nada, de acordo com a mídia, surge uma guerra civil... 

A falta de educação, saúde, um governo competente e honesto e a falta de perspectivas de futuro costumam ter consequências. E quem até então achava não ter nada a ver com isso, se vê engolido pelo medo, pela falta de segurança e rodeado pelo crime, que ao contrário da polícia, é organizado. 

Os poucos milhares que conseguem produzir conteúdo - na internet, geralmente - e não ser meros telespectadores, ainda não têm força o suficiente para incomodar a grande mídia e fazer como que ela distorça menos e aprofunde e questione mais. Mas eu disse ainda...  

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

El Secreto de Sua Ojos

Depois de escutar tantos elogios sobre filme O Segredo de Seus Olhos, não resisti e corri pro cinema. Meio amedrontada, é verdade, já que arrastei mamãe e minha irmã comigo, e queria que programa agradasse a todas. Saímos encantadas. 


A história é simples: Benjamin Esposito (Ricardo Darín), um oficial de Justiça aposentado, deseja ocupar o tempo livre que a aposentadoria lhe deu escrevendo um livro. Histórias entram e saem de sua cabeça, mas nada vinga. Até que percebe que o quer (ou precisa) é contar uma história trágica que investigou quando ainda oficial. O estupro de uma mulher casada o fez entrar em uma história que mudaria o curso de sua vida. Ao prometer ao viúvo que encontraria o agressor e assassino, Esposito e seu companheiro Sandoval (Guillermo Francella), deram início a uma caçada que não tinha apoio de seus superiores. Depois de muito tempo de busca, o assassino foi preso. Para logo depois ser solto, e não perdeu tempo para se vingar. Sandoval morre, Esposito foge e vai para longe da mulher que amava, a colega de trabalho Irene Menéndez (Soledad Villamil). Atormentando pela a morte do amigo e por nunca ter vivido a sua história de amor, ele retoma o passado para esclarecer dúvidas, apaziguar sentimentos e finalizar seu livro. Ficando, enfim, livre. 

Bom, se a história não é tão mirabolante, a forma escolhida para contá-la é. O diretor Juan José Campanella  trabalhou com cortes inesperados, ângulos inusitados e o passado e futuro se misturando todo o tempo para o telespectador, assim como na cabeça do próprio protagonista. 


Ao contrário do que os amigos implicantes acham, eu sou admiradora do cinema argentino pela paixão e pela sensibilidade que eles imprimem nos filmes. O que só pode resultar em belas obras. E O Segredo de Seus Olhos não foge a regra. Com atores de primeira, locações de encher os olhos, trilha sonora escolhida a dedo e uma direção primorosa, o filme ganha o público a cada segundo. Ganha, e faz faz refletir... Vida, felicidade, vingança, amizade e oportunidades são alguns dos temas trabalhados durante todo o filme. Mas sabe aquele "trabalhado" que joga tudo no seu colo e faz você levar toda "bagagem" pra casa pra pensar bastante a respeito? É assim mesmo!

Outro ponto fantástico do filme é o roteiro, que de tão bem escrito, fica grudado na cabeça e mesmo sem querer, quando já se viu, sabe-se as falas de cor. Sandoval, o bêbado bonachão e engambelador de trabalho, é dono das melhores falas (aquelas que a gente não esquece mesmo) e em sua tentativa de mostrar serviço e encontrar o assassino, ele filosofa: Pero hay una cosa que no se puede cambiar, Benjamin. No se puede cambiar de pasión! E quem até então era um estorvo cômico, se torna um sábio a quem delegam pouca atenção. Como tantos que a gente conhece nessa vida. E desde então eu me ponho a pensar, a gente não puede mismo cambiar de pasión? 

E ainda nessa linha reflexiva, eu jamais me esquecerei (pelo menos não quero esquecer) de um dos momentos finais, no qual o viúvo lembra a Benjamin que ele, anos antes, lhe dissera que o assassino de sua esposa seria condenado a prisão perpétua. Ao ver que o próprio viúvo capturara o homem e o mantinha refém em sua casa, Esposito se mostra confuso e incrédulo. Como resposta a sua reação, apenas escuta: "Vos  me dijiste perpetua...". E é assim mesmo: o que a gente fala, promete, oferece ao outros, tem sempre um peso muito grande e devemos nos preocupar como isso pode afetar a vida alheia. 

E convenhamos, refletir sobre essas coisas com Darín na tela é sempre melhor!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Há 6 Anos Esse Mesmo BLÁ BLÁ BLÁ... ´2° ATO`

É verdade, eu já me declarei para O Teatro Mágico aqui várias vezes, já viajei 12h só para vê-los em Ouro Preto, fiz a mamãe se apaixonar, convenci multidões de que o Anitelli é pra casar, e encontrei na frase ´só enquanto eu respirar vou me lembrar de você` a tradução pra saudades que sinto do vovô (virou até tatuagem!) E mais uma vez vim aqui me derreter pelo trabalho deles. Não é por menos, né? Afinal, nesse caso de amor de quase 4 anos (mas a trupe já existe há 6), os bons motivos só aumentam: aqualidade musical é inquestionável, a melodia é sempre gostosa, as letras são de uma graciosidade e uma poesia... E, claro, a filosofia de trabalho: proporcionar o acesso. 


Quem conhece o TM sabe a importância que eles dão acesso. Afinal, acesso é poder, e poder é informação. Acesso à cultura, à música, à arte... E se isso não puder ser feito através de venda de dicos, dvd`s e artigos da trupe, que seja pelos downloads na rede, pela pirataria sem fim comercial e pela troca de arquivos. É essa a bandeira que eles levantam e defendem nesses seis anos de estrada. 


E pra mostrar que o sucesso, o reconhecimento pelo trabalho árduo e até mesmo o cansaço de lutar por uma causa que tantos e grandes são contra, não mudou em nada o discurso e a linha de trabalho da banda, dia 16 (no Rio de Janeiro) e 18  de julho (em São Paulo), o dvd 2° Ato será lançado oficialmente para os fã - já empolvorosos. Toda a produção, que é uma parceria com o Itaú Cultural, vai ser apresentada em shows especiais de lançamento. Nele, os fãs vão conhecer o que a trupe preparou visualmente (as danças, encenações e malabarismos) para este 2º Ato. Até porque, as canções os fãs já conhecem de cor!   

Dessa vez questionando mais as mazelas e os problemas da sociedade e se rebelando contra esse sistema que nos foi imposto, Anitelli declama que ´nossa sina é se ensinar`, aconselha a ´não acomodar com o que incomoda`, ´sente que sabe que é um tanto bem maior`, avisa que vai ´se embriagar de tristeza/ bendizendo ela vida beleza/ gentileza gera gentileza` e por fim, deu seu veredicto: A POESIA PREVALECE!!


Quem não tiver a oportunidade de comprar o dvd (que já está a venda no site da trupe), poder baixar (daqui a pouquinho já está tudo disponibilizado na rede!) ou copiar de alguém que o tenha. Você que o adquirir, faça o favor de compartilhar! Jogue na rede, faça cópia pro vizinha, tia, prima, avó! Não custa nada, ou quase nada, presentear o próximo com cultura, arte e bom gosto. 


E pra quem quer se aprofundar na luta do ACESSO, o dvd conta com uma faixa extra com depoimentos dos integrantes falando da sua história no grupo, do trajetória musical, de todas as questões pertinentes ao mercado fonográfico e o estilo independente da trupe, de outras bandeiras levantadas, como a questão ambiental e a feminista. O Anitelli fala ainda do projeto MPB - Música Pra Baixar e de como eles aproveitama participação e contribuição dos fãs, que se tornam produtores do TM na hora de ajudar a arrecadar recursos, buscar locais para as apresentações e parcerias para que os shows aconteçam em mais lugares do país. 


Isso de ´minha preferida` não cola comigo. Amo várias por motivos variados, mas eu estou inlove com Eu Não Sou Chico (dica pro repertório do @regionalnair). Assistam e se apaixonem também!



Apesar de estar arrazada com essa história de não cantarem mais Ana e o Mar (poooxa, gente!!! :/ ) toda, eu tô é louca pra assistir ao novo show ao vivo e agarrar o meu dvd (que já foi pré-comprado no site)!! 




domingo, 4 de julho de 2010

Jornalismo Sério WHO?

Tem coisa nessa vida que é mesmo de uma graça. Tem coisa que não. E pior do que não ter graça, é o desrespeito, o deboche e falta de compromisso profissional que alguns ´profissionais` tratam certos assuntos. Usar piadinhas, como ´Argentina tomou de quatro`, apesar de rídiculo, clichê e sem nenhum espírito esportivo, é até aceitável pela velha rixa entre brasileiros e argentinos (tão inflamada pelos nossos compatriotas). Mas a matéria que o SporTV fez sobre o Paraguai foi tão absurda, tão ofensiva e irresponsável, que ninguém (paraguaios e brasileiros) deveriam aceitar tal ´reportagem` como um trabalho veiculável.

Ofenderam o país, a seleção e o povo paraguaio. Ofenderam a música local, a comida e o turismo. Até a Larissa Riquelme entrou na dança. Como se nunca na história desse país uma mulher tivesse ficado pelada por algum motivo - ou sem nenhum. Falaram como grandes conhecedores do país, e como se o Brasil fosse um exemplo sempre a ser seguido. E se fosse, ninguém - e eu disse NINGUÉM - tem o direito de ofender assim, ainda mais em rede nacional, alguém ou algo. Até proque, aquele não é um programa de opinião, e sim jornalístico. E que eu saiba, a função do jornalismo é noticiar fatos de relevância com a menor subjetividade possível. Já dizia o pesquisador da área, Felipe Pena.

O deboche norteou toda a narração. Imagens pejorativas do país, do povo, da seleção e das mulheres paraguaias foram usadas para cobrir um off (a voz da narração) desprezível. Não há como qualificar o trabalho se não por essas palavras. Tem muito veículo midiático nessa copa achando que é o Meia Hora (literalmente um tablóide carioca), né? Mas pra fazer isso tem que ter talento, meu caro! Não é qualquer um que sabe usar da ironia com primor...

Bate uma vergonha tão grande de estar prestes a entrar pra essa classe sem classe nenhuma! Sabe Deus de onde sairam profissionais assim... Mas me aterroriza saber que pessoas sem escrúpulos e sem bom senso nenhum são absorvidas pelo mercado. E agora José?

Ah, e claro, isso pode gerar processo por parte dos paraguaios. É difamação pura e simples. Já pensou uma nação toda processando a SporTV? Poderia ser o ´quero MTO` de hoje, né?

terça-feira, 29 de junho de 2010

Sem futuro!

Com um olho em Portugal x Espanha e outro no twitter (oh vício do capeta!!) vim aqui só pra externar meu ressentimento com meus pais, que nunca me colocaram pra fazer aula de jazz (dança, gente!). Porque eu tenho plena convicção que se eu tivesse me embrenhado por essas bandas, jamais estaria fazendo jornalismo. É mesmo! Juilliard School seria futuro certo! E depois de anos de dedicação, competições, concursos e apresentações, abriria minha escola de dança! 

Podem parecer absurdas todas essas minhas conclusões, mas eu juro que é verdade. Sou uma dançarina inrustida! Que a mãe nunca colocou no jazz porque era caro e eu já fazia inglês (e ninguém me deixava optar, porque já sabiam a resposta...). Depois de assistir pela milésima vez o combo Dirty Dancing 1 e 2 eu me senti tão arrazada, mas tão arrazada, que liguei pra mamãe e desabafei: VOCÊ ACABOU COM O MEU FUTURO!

para minha total inveja:

domingo, 20 de junho de 2010

Sex And The City 2

Depois de finalmente assistir Sex And The City 2, eu vim aqui só pra dar meu parecer: Ameeeeeeeeeeei!!! É, eu li muita crítica ruim a respeito e até deu medinho de ver e me decepcionar, mas moi simplesmente amou! Pareceu-me um capítulo de 2 horas e meia. Daqueles beem gostosos de ver! E vou explicar porquê...

Diferente do primeiro, esse tratou mais delas, do grupo, como um todo. E não da Carrie como a diva-poderosa-que-carrega-todos-nas-costas. Por que é preciso repetir sempre que necessário que SACT não é o que é,só pro causa dela. Sem Charlotte, Miranda e Samantha nada seria tão grandioso. O que atrai cada telespectadora fiel - além New York, do guarda roupa maravilhoso e dos homens mil, é claro - é a lealdade que existe entre elas; a cumplicidade e amizadade que permanece. E nesse filme elas reafirmaram conosco (público) esse compromisso: tudo passa, menos os verdadeiros amigos. Até me senti aliviada. Achei que isso tinha se perdido para sempre...

Há coisas nessa vida que a gente não pode negar, não é? Ainda que você seja apaixonada pela sua carreira (Miranda´s vibes...), ou pela família (Charlotte feelings...), ou ainda que tenha seu lado fashionista afloradíssimo (Carrie´s life...), não pode negar que no fundo do seu ser, você é teamSamantha! É, eu sei que às vezes ela é caricata, exagerada, louca e obssecada, mas como não invejar esse espírito livre que Samantha PURASEDUÇÃO Jones tem? Interpretada magnificamente pela atriz Kim Cattral, Sam (para as íntimas!) é a tradução da auto-confiança, do amor próprio, da sedução, da liberdade sexual e de pensamento. É o retrato - ainda que caricato - da mulher que trabalha fora, que quer independência, que saber envelhecer sem enlouquecer e se esquecer, que quer experimentar amores, sabores, tamanhos, cores, pessoas... E que já não aceita ser julgada por suas escolhas. Mas que pondera suas opiniões em pessoas confiáveis e que estão sempre com ela: as amigas! Quem mais diria para um Smith da vida: Eu te amo, mas eu me amo mais. É, seu sei ninguém, poucas! Eu sempre fui teamSamantha, ainda que sooe devasso... E achei muito justo esse filme focar um pouco mais nela.

Falando em teams... Eu sei que 3/4 do mundo é teamBig confesso e enlouquecido. Eu também acho ele um charme, o coroa dos meus sonhos, o mistério em pessoa... Mas sempre que penso em alguém (da série), que eu queria pra sempre na minha vida, Aidan é o nome que me vem à cabeça. Aquele jeitinho quero-cuidar-de-você me cativou desde a primeira vez que eles namoraram... E não se pode dizer que ele esteja acabado. É total vem-que-tem, gente! Se bem que o Big (ODIEI isso de chamarem ele de Jhon no filme! Jhon WHO, minha gente?), tá casado e todo esparramado no sofá vendo filme... E como eu sou teamSamantha, muito incoerente eu falar de homens casados ou pra casar, né? Fico com aquele deusgrego arquiteto australiano que apareceu no deserto. Eita, coroa enxuto!

Outro ponto positivo é aquele filho fofo da Miranda! Que ruivinho é aquele, mô deuso?? Levo pra casa fácil! E a chinesinha da Charlotte é túdibão, né? E fiquei feliz em ver que os casamentos estavam de vento em polpa! E que Simth Jarrod apareceu, pelo menos um pouquinho, né?!

Senti falta de New York, sabe? A cidade super compõe todo o clima da série... Dá aquele toque de glamour, vida, paixão e consumismo: marcas registradas da série! Mas devo confessar que ver as meninas bondade minha de salto no deserto, bombou! E não podemos negar que luxo é o que não falta naquelas bandas... Muito ouro, inshalá!!! E aquela pirralha menor da Charlotte merecia um tampão na boca! Saco!

Mas entre todos os frames, salvaram-se todos no meu coração! Apaixonei-me e já baixei pra ver de novo... Sabe como é, SACT nunca é demais... : )

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Coisas da Vida

Por mais que seja difícil, que traga junto muitos problemas, que nos canse, que nos consuma todas as forças - a ponto de queremos desistir, que traga dor, lágrimas... A vida é mesmo um presente. E não há quem possa negar. Existe apenas os que ainda não descobriram essa verdade. Mas um dia o farão. E pra citar Saramago, em uma homenagem simplória: "Se tens um coração de ferro, bom proveito. O meu, fizeram-no de carne, e sangra todo dia". E se não sangra, explode de felicidade!

E foi isso que senti ao assistir esse vídeo, que em menos de um minuto conseguiu revelar quão grande e belo é isso de viver. A historinha é assim: um bebê nasceu surdo e só aos oito meses, graças à tecnologia e à ciência, pode ouvir. Cada reação dele, ao escutar os primeiros sons, a voz de sua mãe, foi registrada. 


Impossível não ver beleza nesse sorriso gostoso da descoberta... E que a gente aprenda a ouvir mais e ouvir melhor!



E um singelo adeus à José Saramago, o ateu que foi humano, o comunista que se fez escritor.

O pior de...

O pior de você se assaltada, não é roubarem seus papéis de trabalho ou da faculdade. É levarem seus bilhetinhos fofos escritos pela mamãe há três anos atrás, quando passou no vestibular e estava para sair de casa. Ela dizendo da felicidade que sentia, do medo, da saudade antecipada...

O pior de ser assaltada não é ter suas moedas roubadas. É levarem o "porta-nica" que você trouxe da Bolívia, e que por vezes se perdeu em meio a multidão em pleno trio. Que guardava mais lembranças do que dinheiro, na verdade.

O pior de ser assaltada não é levarem seu celular, seu pen-drive. É te tomarem tudo que tinha nele: fotos de um final de semana em família, mensagens de gente tão querida...

O pior de ser assaltada não é - nem de longe - ficar puta da vida por que um pivete te tomou aquilo que você trabalhou pra conseguir. É saber que o filho da puta não tem menor controle sobre si, e muito menos sobre a arma que segura. Que num reflexo a um espiro, pode,sim, sair um tiro. É a pressão psicológica, o medo e a insegurança. "Da próxima passa?"

E que ninguém me venha falar que a culpa é do sistema e que ele é apenas mais um que não teve oportunidade e blá blá blá... Hoje já não se rouba pra comer. E pra sustentar vício, neguinho não quer saber de vigiar carro ou carregar compra, né?

Mas o pior, pior mesmo de um assalto, é saber que se ele cheirar sua bolsa, seu celular, seu pen-drive, seus livros... Nem assim será o suficiente pra uma overdosesinha e... caixãoevelapreta. 

sexta-feira, 14 de maio de 2010

A TV por Tiago Leifert

Desde quinta-feira (13) acontece aqui em Vitória o Intercom Sudeste 2010 . Dezenas de oficinas, mini-cursos e quatro mesas-redondas depois, a gente (da organização e participantes) já viu e ouviu muita coisa. Boas e más. Mas tem sempre aquilo que te marca mais...

Uma das palestras mais esperadas era a do Tiago Leifert (@tiago_leifert), apresentador do Globo Esporte local de São Paulo. A espera se deu por vários motivos, incluisve porque os meninos amam futebol e as meninas amam o jeitinho dele. Mas a verdade mesmo é que ele tem muito a falar sobre inovação na tv. Apesar da pouca idade, Tiago já é história no telejornalismo brasileiro.

"Esporte não é jornalismo. É entreterimento!" foi uma das primeiras frases dele na palestra. Teve gente que se assustou, gente que discordou ou assinou embaixo. Aos poucos ele foi explicando seu ponto de vista: falar de esporte como se fala da bolsa de valores, de violência ou de política, não pode! Esporte é pra informar E pra divertir. No final, poucos discordavam da sua opinião. 

E com base nisso, ele explicou as mudanças que aos poucos introduziu no programa: sai o teleprompter (aquela telinha que passa o texto do apresentador), entra o improviso; cai a bancada, entra a 'liberdade'; adeus à seriedade, boas-vindas a comédia. E por aí vai... Aos poucos, a informalidade, o humor e a irreverência (e OUSADIA) ganharam o público, os diretores da emissora e até mesmo a audiência (que era sempre do Chaves! maseuamochaves). Hoje além de apresertar o programa, ele é editor, se aventura em reportagens inusitadas e divertidas e viaja pra dar palestras como essa! rs

As palavras mais usadas foram OUSADIA e INOVAÇÃO. Para ele, é disso que a tv precisa. A tv, que deve se antecipar ao desejo do público e pautá-lo (na opinião dele), está cada vez mais velha e precisa se reciclar URGENTEMENTE! E é exatamente isso que se espera de quem acaba de entrar no mercado. E não é o que vem acontecendo... E claro, interagir com as ferramentas sociais é fundamental. Afinal, competir com meios tão versáteis e multiusuais é difícil. O melhor a fazer é se aliar a eles, e usá-los a seu favor.

Boas mesmo foram as dicas que ele deu: se não souber a informação, crava! "Quantas pessoas cabem no Autódromo de Interlagos? Hãm... 40mil! Exatamente 40mil!!". E não, nunca, jamais, peça permissão. Faça e peça desculpas depois!

E não posso deixar de comentar que ele deixou muitos meu corações empedaços por aqui... E que o funk do Val Baiano BOMBOU!!