Que me perdoem os fãs da Sandy, mas escutando essa música dela que vazou na net, Pés Cansados, eu só tenho a dizer: é Sandy & Jr. sem Jr.
Nem vale muito a pena escutar, mas pra não dizer que eu falo por falar...
Ela me cansa desde sempre! prontofalei
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domingo, 4 de abril de 2010
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Eu não disse???
Pois é minha minha gente! Eu beeeeeeem que avisei no post Só assim você aprende, sobre a escassez de moedas na minha querida, badalada e saudosa Argentina.
O país bomba! A Cristina é chique (meeesmo com aquela boca a la eu apliquei botox)! As empanadas são MARA! Os tchucos são fofos e o sutaque é engraçadinho! Mas naaaada é motivo pra perdoar a economia argetina (que hace mucho já não é das melhores!).
Se você não tem o dinheiro trocado, ou cambio, como ele chamam, dane-se! Eles simplesmente não estão nem aí! A não ser que aceite troco em balas! E juro que não invento. Cartazes em quiosques, bancas de jornais e cabines telefônicas dizem exatamente isso. Com essas exatas palavras!
E como diria minha amiga (eu crio laços, me apego e não desprego) Dani 3o e alguma, coisa bem resolvida e invejável, A NOSSA ECONOMIA É ESTÁÁÁÁÁÁÁVEL! Pronto falei!

Dondo estás, monedita?
Veja repostagem do Estadão sobre a balburdia =)
'Se gostar, descasque essa idéia!
sábado, 25 de outubro de 2008
Resposta na ponta da língua e na ponta do pé
Eiita que o Balaio tava 'bunito'! Gradicida aos comentários sobre o post passado. Realmente, já que é para dominar o mundo, que domine um mundo melhor! E parabéns ao Jonathan, que já resolveu contribuir com a idéia e deixar sua marca por lá! Eiita menino porreta!
E agora, a gente vai de forró! [pra matar alguém de inveja!] O Trio Forrozão, veterano no negócio e que continua sendo o bã bã bã da história, gravou uma música em 2000, no álbum Na Batida da Zabumba, chamada Diploma Nordestino. A letra é a devida resposta ao resto desse Brasil que pensa que todo nordestino é retirante, que sonha em partir pra 'Sumpaulo' e que lá está a civilização. Aos que acham que nessa terra rica nada dá, que o povo quer esmola e prefere não trabalhar.
Pois creiam, por lá existe o que há de mais bonito: o calor humano, o verde que floresce quando encontra água, o povo que trabalha pra comer e não pra acumular e a valorização das pequenas importantes coisas da vida!
E pra vocês, DIPLOMA NORDESTINO
Não tem sentindo eu precisar de sua esmola
Eu sou perfeito de saude, meu patrão
Minha coragem pra trabalhar, não tem hora
Não é minha culpa, essa desorganização
Pois bem aqui, debaixo do meu roçado não existe só o Japão
Cave o poço que dá água, será que é preciso lhe dizer
Quem de nós é mais ignorante, eu que não aprendi a ler
Ou você se morresse de fome, se não me desse oque fazer
Desvia verbas e fala verborragia
Roube um pouco do velho Chico também
Desvie um pouco dessa água
Pra molhar essa terra de ninguém
E com certeza eu vou estar na sua mesa
E sobra um pouco pra minha mesa também
Cave o poço que dá água, será que é preciso lhe dizer
Quem de nós é mais ignorante, eu que não aprendi a ler
Ou você se morresse de fome, se não me desse oque fazer
A minha escrita está no cabo da enxada
As minhas mãos estão que é um calo só
É meu orgulho, esse é meu documento
É meu diploma minha soma meu suor
Não posso mais abandonar minha família
Nas suas terras eu vou me sentir tão só
'Se gostar, descasque essa idéia!
E agora, a gente vai de forró! [pra matar alguém de inveja!] O Trio Forrozão, veterano no negócio e que continua sendo o bã bã bã da história, gravou uma música em 2000, no álbum Na Batida da Zabumba, chamada Diploma Nordestino. A letra é a devida resposta ao resto desse Brasil que pensa que todo nordestino é retirante, que sonha em partir pra 'Sumpaulo' e que lá está a civilização. Aos que acham que nessa terra rica nada dá, que o povo quer esmola e prefere não trabalhar.
Pois creiam, por lá existe o que há de mais bonito: o calor humano, o verde que floresce quando encontra água, o povo que trabalha pra comer e não pra acumular e a valorização das pequenas importantes coisas da vida!
E pra vocês, DIPLOMA NORDESTINO
Não tem sentindo eu precisar de sua esmola
Eu sou perfeito de saude, meu patrão
Minha coragem pra trabalhar, não tem hora
Não é minha culpa, essa desorganização
Pois bem aqui, debaixo do meu roçado não existe só o Japão
Cave o poço que dá água, será que é preciso lhe dizer
Quem de nós é mais ignorante, eu que não aprendi a ler
Ou você se morresse de fome, se não me desse oque fazer
Desvia verbas e fala verborragia
Roube um pouco do velho Chico também
Desvie um pouco dessa água
Pra molhar essa terra de ninguém
E com certeza eu vou estar na sua mesa
E sobra um pouco pra minha mesa também
Cave o poço que dá água, será que é preciso lhe dizer
Quem de nós é mais ignorante, eu que não aprendi a ler
Ou você se morresse de fome, se não me desse oque fazer
A minha escrita está no cabo da enxada
As minhas mãos estão que é um calo só
É meu orgulho, esse é meu documento
É meu diploma minha soma meu suor
Não posso mais abandonar minha família
Nas suas terras eu vou me sentir tão só
'Se gostar, descasque essa idéia!
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Prato que se come frio...
Eiiita que tô de vorta! E com uma coisa booooa que dá gosto de ler. A caso, vocês se lembram daquela história do coordenador do curso de medicina da UFBA, que falou e aconteceu sobre os baianos? Pois é... Já dizia o Chaves: A vingança nunca é plena. Mata a alma e envenena! Maaaaaas... É um prato que se come frio e que é de encher os olhos! rs
Em momento de total burrice, o senhor Miguezim de Princesa, um cordelista porreta!, resolveu por devolver em bons trocados o que o pilantra andou mai dizendo. E o resultado? Um cordel de primeira! E com vocês:
A Vingança do Berimbau
Superado pelo tempo,
Ensinando muito mal,
Fabricando mil diplomas
Para entupir hospital,
O doutor da faculdade
Botou, com toda maldade,
A culpa no berimbau.
Disse o doutor Natalino
Que o baiano é um bocó,
Sem coragem e inteligência,
Preguiçoso de dar dó,
Só liga pra carnaval
E só toca berimbau
Porque tem uma corda só.
O sujeito ignorante
Não conhece o berimbau,
Que atravessou o mundo
Com toda a força ancestral.
Na fronteira da emoção,
Traz da África a percussão
Da diáspora cultural.
Nem Baden Powel resistiu
À percussão milenar,
Uma corda a encantar seis
Na tristeza camará
De Salvador da Bahia.
Quem toca e canta poesia
Na dança sabe lutar.
O doutor, se estudou,
Na certa não aprendeu nada:
Diz que o som do Olodum
Não passa de uma zoada
E a cultura baiana
É uma penca de bananas,
Primitiva e atrasada.
Jimmy Cliffi, Michael Jackson,
Paul Simon e o escambau
Se renderam ao Olodum
Com seu toque genial,
Que nasceu no Pelourinho
E hoje abre caminho
No cenário mundial.
O baiano é primitivo?
Veja só o resultado:
Ruy foi o Águia de Haia;
Castro Alves, verso-alado
De poeta condoreiro,
E gente do mundo inteiro
Se curvou a Jorge Amado.
Bethânea, Caetano e Gil,
Armandinho, Dodô e Osmar,
Gal Costa, Morais Moreira,
Batatinha a encantar
João Gilberto, Bossa Nova
Novos Baianos são prova
Da grandeza do lugar.
Glauber, no Cinema Novo;
Gregório, velha poesia;
Gordurinha, no rojão;
Milton, na Geografia;
Anísio, na Educação;
Dias Gomes, na encenação;
João Ubaldo e Adonias.
Menestrel da cantoria
Temos o mestre Elomar,
Xangai, Wilson Aragão,
Bule-Bule a improvisar,
Roberto Mendes viola
A chula * semba de Angola,
Nosso samba de além-mar
Se eu fosse citar todos
Que merecem citação,
Faria um livro de nomes
Tão grande é a relação.
Desculpe, Afrânio Peixoto,
Esse doutor é um roto
Procurando promoção!
Com vergonha do que fez:
Insultar toda a Nação,
O tal doutor Natalino
Pediu exoneração
E não encontra ninguém,
Nem um nazista do além,
Para tomar a lição.
O baiano é pirracento,
Mas paga com bem o mal:
Dá uma chance a Natalino
Lá no Mercado Central
De ganhar alguns trocados
Segurando o pau dobrado
Da corda do berimbau.
'Se gostar, descasque essa idéia!
Em momento de total burrice, o senhor Miguezim de Princesa, um cordelista porreta!, resolveu por devolver em bons trocados o que o pilantra andou mai dizendo. E o resultado? Um cordel de primeira! E com vocês:
A Vingança do Berimbau
Superado pelo tempo,
Ensinando muito mal,
Fabricando mil diplomas
Para entupir hospital,
O doutor da faculdade
Botou, com toda maldade,
A culpa no berimbau.
Disse o doutor Natalino
Que o baiano é um bocó,
Sem coragem e inteligência,
Preguiçoso de dar dó,
Só liga pra carnaval
E só toca berimbau
Porque tem uma corda só.
O sujeito ignorante
Não conhece o berimbau,
Que atravessou o mundo
Com toda a força ancestral.
Na fronteira da emoção,
Traz da África a percussão
Da diáspora cultural.
Nem Baden Powel resistiu
À percussão milenar,
Uma corda a encantar seis
Na tristeza camará
De Salvador da Bahia.
Quem toca e canta poesia
Na dança sabe lutar.
O doutor, se estudou,
Na certa não aprendeu nada:
Diz que o som do Olodum
Não passa de uma zoada
E a cultura baiana
É uma penca de bananas,
Primitiva e atrasada.
Jimmy Cliffi, Michael Jackson,
Paul Simon e o escambau
Se renderam ao Olodum
Com seu toque genial,
Que nasceu no Pelourinho
E hoje abre caminho
No cenário mundial.
O baiano é primitivo?
Veja só o resultado:
Ruy foi o Águia de Haia;
Castro Alves, verso-alado
De poeta condoreiro,
E gente do mundo inteiro
Se curvou a Jorge Amado.
Bethânea, Caetano e Gil,
Armandinho, Dodô e Osmar,
Gal Costa, Morais Moreira,
Batatinha a encantar
João Gilberto, Bossa Nova
Novos Baianos são prova
Da grandeza do lugar.
Glauber, no Cinema Novo;
Gregório, velha poesia;
Gordurinha, no rojão;
Milton, na Geografia;
Anísio, na Educação;
Dias Gomes, na encenação;
João Ubaldo e Adonias.
Menestrel da cantoria
Temos o mestre Elomar,
Xangai, Wilson Aragão,
Bule-Bule a improvisar,
Roberto Mendes viola
A chula * semba de Angola,
Nosso samba de além-mar
Se eu fosse citar todos
Que merecem citação,
Faria um livro de nomes
Tão grande é a relação.
Desculpe, Afrânio Peixoto,
Esse doutor é um roto
Procurando promoção!
Com vergonha do que fez:
Insultar toda a Nação,
O tal doutor Natalino
Pediu exoneração
E não encontra ninguém,
Nem um nazista do além,
Para tomar a lição.
O baiano é pirracento,
Mas paga com bem o mal:
Dá uma chance a Natalino
Lá no Mercado Central
De ganhar alguns trocados
Segurando o pau dobrado
Da corda do berimbau.
'Se gostar, descasque essa idéia!
terça-feira, 27 de maio de 2008
ACENDE, PUXA, PRENDE E PASSA
Eita lelê! ´Tamo que ´tamo de volta! Pro senhor Diego Canguinha, eu NÃO larguei o Balaio às traças! Para a baiana lá de Itamaraju (cidade pertiiinho da minha saudosa terrinha!), gradicida pela passagem por essas bandas! É a correria, meu povo! E ohhh.. post GIGANTE hoje!
Momento ALEGRIA:
Show do Fagner nesse sábadooo!! \O/ E sim, eu a-do-ro aquela voz de taquara rachada! E mãezinha, de quem eu já morro de saudades, virá assistir juntinho comigo!
Pronto, já estou no meu estado normal.
Pronto, já estou no meu estado normal.
E simbora pro que interessa. Minha gente, o mundo tá virando uma fumaça que só; e eu NÃO estou falando das fumaças que os carros soltam, ou as chaminés das fábricas. O cigarro está macumunado com o Cérebro e quer dominar o mundo. Pois é, pois é, pois é... E 'tá conseguindo. Em Vitória - E.S., por exemplo, se você bota o pé num buteco qualquer, sai numa catinga medonha. E eu fico puta mesmo de ter que lavar minha roupa só porque 'tá catinguenta!
Esse serzinho félodaputa já foi sinal de status. Chique de duê uma mulher com uma piteira fumaçando na ponta. E nada como um maxilar quadrado segurando uma dose de Chivas numa mão e um cigarro na outra. Hoje qualquer um compra; status já era. Agora a onda é ser pop. E vamos combinar, né? Cigarreiras e esqueiros iraaados que eles inventam.
Atáia, Mariana, atáia! E na luta contra esse vilão que está enraizado na nossa sociedade, o Ministério da Saúde lançou uma campanha hoje, 27, com imagens chocantes para estampar o fundo dos maços. Estava mesmo na hora de renovar! As imagens foram escolhidas com base em um estudo do Instituto Nacional do Câncer (Inca) que mediu o grau de aversão que as imagens alcançam. A pesquisa, desenvolvida de 2006 a 2008, mediu a reação que 212 pessoas entre 18 e 24 anos apresentaram às imagens. Foram selecionados para a pesquisa fumantes e não fumantes.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 90% dos fumantes adquirem o vício antes dos 18 anos, fazendo com que o tabagismo seja considerado uma doença pediátrica. Vê se eu dou conta? Esse mundo 'tá virado mesmo!
No estudo o Inca trabalhou em parceria com os Laboratórios de Neurobiologia da Universidade Federal do Rio de janeiro (UFRJ) e de Neurofisiologia do Comportamento da Universidade Federal Fluminense (UFF), com o Departamento de Artes & Design da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
E ai vai a campanha por completo!
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'Se gostar, descasque essa idéia!
segunda-feira, 24 de março de 2008
E lá se foi Águas de Março...
Eita lelê!!! E o feriado acabou; todo mundo voltando ao batente. rs Ahhh.. Quero mais feriado! Quero mais colinho de mamãe, cheirinho da minha casinha, calor baiano, chuva de sexta-feria santa, arrocha e muqueca com dendê! xD Gabriela, coleeeega! Teu vestido é pra lá de bonito! Dá gosto de ver! (adoooooro piadas internas! rs), Júlia Lost que prazer você por aqui! E Darsh, seu bolo de preguiça: acabe de ler O Pequeno Príncipe logo. É pra ontem! rs Ave que tem séculos que não apareço por aqui, mas a vida 'ta corrida, gente. Jesus, Maria, José que eu tenho que durar até o final do ano! rs
Povo, estava essa que vos fala perambulando pela internet e fui parar, sabe Deus como, no site da BBC - que é EX-CE-LEN-TE por sinal. Quem souber um cadinho de inglês passe por lá e perca uns minutinhos. Fuçando daqui e dali, achei o blog da BBC Brasil, que é escrito por alguns repórteres e editoras da filial brasileira. Um post me chamou a atenção. Boquiabertei! (não, isso NÃO existe! rs) e me senti na obrigação de passar a diante. Uma das maiores absurdagens do universo! Creiam!
A companhia inglesa British Gas lançou na tv londrina um comercial cheio de pompa em que uma mulher aparece cantando algo que lembra Águas de Março do saudoso Tom Jobim - que deve estar se remuendo em seu túmulo. Apostem! O balanço é o mesmo, a melodia, gingado... Mas a única coisa que não bate é a letra. =/
Sim, eu sei que versão não é jamais a mesma coisa que tradução; mas só estando muito bêbado, Jobim (ele mesmo quem fez a versão em inglês da música) escreveria algo como: A rig in the sea (Um plataforma no mar). Ou então, “it’s someone on call” (“é alguém de plantão”) exatamente quando aparece uma telefonista em close. E todos os serviços que a empresa presta foram detalhados pela música. Como eles fizeram o filme encaixando direitinho!!
Encaixando direitinho uma porra! O Thomas Pappon, autor do post, foi averiguar (coisa de jornalista, meu bem), porque nesse mato tinha cachorro, e dos grandes! E como eu suspeitava desde o princípio, Jobim nunca estivera tão lúcido ao escrever Waters of March. O camarada manteve os temas da letra original (natureza e seus ciclos)e manteve até em portugues mesmo certos nomes como: "Lamp caingá tree It's the matita-pereira tree". O que se sucedeu então??
Simples, meu caro Watson! (Ah! Que saudades de quando ainda tinha tempo para ler Sherlock Holmes...) Uma das maiores obras primas brasileiras foi arrendada e teve sua letra trocada para satisfazer a idéia do comercial. Uma puta duma sacanagem. Mulecagem de peixe grande!
Agora questiono: Uma obra prima dessas não deveria também ser tombada e impedida de sofrer tal abuso? Se não podem quebrar Ouro Preto, porque se pode destruir rimas, versos e poesia por um par de trocados. Ainda que seja um par de milhões de trocados, dignidade e amor pelo o que é seu, não se compra e nem se vende.
Uma coisa é a Assolam fazer uma paródia de uma música do Calipso, outra beeeeee diferente é um clássico brasileiro ser veiculado no exterior com uma letra nada, nada original e sem qualquer menção sobre o fato. Mas não dá pra negar que a propagando ficou bonita aos olhos. A sequência das imagens e a fotografia ficaram mesm de bom tom. Pelo menos alguam coisa, não? rs
E a letra virou isso:
A drip a drop
A fresh fall of snow
Icy air, a breath
A flow
It's a moment for me
A rig in the sea
It’s heat in a hall
A lesson at school
It’s someone on call
A load off your mind
It’s a thousand little moments that we have today
Garçom, uma dose - com direito a chorinho e tudo! - de vergonha na cara pro meu país, por favor!!
'Se gostar, descasque essa idéia!
Povo, estava essa que vos fala perambulando pela internet e fui parar, sabe Deus como, no site da BBC - que é EX-CE-LEN-TE por sinal. Quem souber um cadinho de inglês passe por lá e perca uns minutinhos. Fuçando daqui e dali, achei o blog da BBC Brasil, que é escrito por alguns repórteres e editoras da filial brasileira. Um post me chamou a atenção. Boquiabertei! (não, isso NÃO existe! rs) e me senti na obrigação de passar a diante. Uma das maiores absurdagens do universo! Creiam!
A companhia inglesa British Gas lançou na tv londrina um comercial cheio de pompa em que uma mulher aparece cantando algo que lembra Águas de Março do saudoso Tom Jobim - que deve estar se remuendo em seu túmulo. Apostem! O balanço é o mesmo, a melodia, gingado... Mas a única coisa que não bate é a letra. =/

Sim, eu sei que versão não é jamais a mesma coisa que tradução; mas só estando muito bêbado, Jobim (ele mesmo quem fez a versão em inglês da música) escreveria algo como: A rig in the sea (Um plataforma no mar). Ou então, “it’s someone on call” (“é alguém de plantão”) exatamente quando aparece uma telefonista em close. E todos os serviços que a empresa presta foram detalhados pela música. Como eles fizeram o filme encaixando direitinho!!
Encaixando direitinho uma porra! O Thomas Pappon, autor do post, foi averiguar (coisa de jornalista, meu bem), porque nesse mato tinha cachorro, e dos grandes! E como eu suspeitava desde o princípio, Jobim nunca estivera tão lúcido ao escrever Waters of March. O camarada manteve os temas da letra original (natureza e seus ciclos)e manteve até em portugues mesmo certos nomes como: "Lamp caingá tree It's the matita-pereira tree". O que se sucedeu então??
Simples, meu caro Watson! (Ah! Que saudades de quando ainda tinha tempo para ler Sherlock Holmes...) Uma das maiores obras primas brasileiras foi arrendada e teve sua letra trocada para satisfazer a idéia do comercial. Uma puta duma sacanagem. Mulecagem de peixe grande!
Agora questiono: Uma obra prima dessas não deveria também ser tombada e impedida de sofrer tal abuso? Se não podem quebrar Ouro Preto, porque se pode destruir rimas, versos e poesia por um par de trocados. Ainda que seja um par de milhões de trocados, dignidade e amor pelo o que é seu, não se compra e nem se vende.
Uma coisa é a Assolam fazer uma paródia de uma música do Calipso, outra beeeeee diferente é um clássico brasileiro ser veiculado no exterior com uma letra nada, nada original e sem qualquer menção sobre o fato. Mas não dá pra negar que a propagando ficou bonita aos olhos. A sequência das imagens e a fotografia ficaram mesm de bom tom. Pelo menos alguam coisa, não? rs
E a letra virou isso:
A drip a drop
A fresh fall of snow
Icy air, a breath
A flow
It's a moment for me
A rig in the sea
It’s heat in a hall
A lesson at school
It’s someone on call
A load off your mind
It’s a thousand little moments that we have today
Garçom, uma dose - com direito a chorinho e tudo! - de vergonha na cara pro meu país, por favor!!
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