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sábado, 7 de maio de 2011

Revivendo a História

Em meados de 2009, meu professor Antônio Martinuzzo, conhecido por seus excelentes livros-reportagem, convidou minha turma para que fizéssemos um livro reportagem sobre grandes matérias veiculadas nos maiores jornais do Espírito Santo para o seu Projeto Coca - Comunicação Capixaba. Além da transcrição da matéria, deveríamos fazer uma investigação para apurar como se deu o processo de denúncia - investigação - publicação - repercursão. As dificuldades eram muitas, já que os jornais não abrem seus arquivos para pesquisa, alguns jornais já não existem há muito tempo e inúmeros jornalistas já estavam mortos, outros não trabalhavam mais na área e alguns moravam fora do país.

Superando aos poucos as dificuldades, virando noite transcrevendo matérias (a minha, por exemplo, deu 30 páginas de word!), entrevistas, pós entrevistas e encontrando fontes através de buscas no google, conseguimos fazer um trabalho bacana. Cada um tinha seu capítulo quase pronto quando esbarramos em uma aporrinhação: o jornais A Tribuna e A Gazeta queriam mesmo arrumar quizumba se reproduzíssimos as matérias por eles publicadas, ainda que não fosse mais deles o direito de publicação, que após 20 dias de veiculação passa a ser do autor.

O final da história? O livro não saiu. A sensação de trabalho perdido é triste, mas olhar pra trás e ver tudo que foi feito, o que você acabou por descobrir e as pessoas que conheci através dessa apuração/investigação me fazem ver que valeu a pena. E pra não ficar largado em uma pasta qualquer do meu computador, decidi colocar por aqui, pra que eu possa anor mais tarde ler: Revivendo Caso Argolas

domingo, 8 de agosto de 2010

Os Melhores Amigos de Uma Vida Inteira

Restinho de férias é sempre desesperador, né? Você quer fazer tudo o que queria ter feito durante o mês todo, mas preferiu ficar dormindo ou na internet. Agradecendo a Deus pela Semana Calórica, que dá aos futuros comunicólogos da Ufes mais uma semaninha, eu decidi que iria devorar alguns livros da minha irmã, já que levá-los comigo é inegociável! 

Um dos eleitos foi O Menino do Pijama Listrado, de John Boyne, que entra naquela categoria que eu já disse aqui: livro modinha eu gosto de ler quando ninguém mais se lembra e principalmente quando eu já me esqueci dos comentários sobre ele. E além de entrarem na mesma "categoria", ambos têm crianças como personagens centrais e me fizeram debulhar em lágrimas. Coração mole, sim senhor! rs 

De leitura fácil e poucas páginas, O Menino do Pijama Listrado me conquistou. Quem conhece as minhas preferências literárias sabe da minha quedinha e o quanto sou sensível à Segunda Guerra Mundial. Não posso ler sobre as campos de concentração e todo o horror da época que já me derreto. Acrescente a isso dois garotinhos fofos, sensíveis, sofrendo e com desejo imenso de descobrir a vida. Demais pra esse coração!

O livro é narrado a partir da visão de Bruno, filho de um pai importante, que ele não sabe em que trabalha; de uma mão a quem não se pode interromper enquanto fala; irmão da Gretel, que é mesmo um Caso Perdido, melhor amigo de uma vida inteira de Kark, Martin e David e proprietário de coisas que pertenciam a ele e não eram da conta de mais ninguém. De mudança com a família para um lugar sombrio que ele julga chamar Haja-Vista (na verdade Auchwitz), Bruno não se conforma em deixar para trás sua casa de cinco andares em Berlim, com muitos lugares para ser explorada, seus avós, e os amigos. Se conforma menos ainda em morar em um lugar sem crianças com quem brincar, cheios de soldados que entram e saem de sua casa como se fosse deles, e em que lhe proíbam de fazer o que mais gosta: explorar! E é exatamente num desses momentos de "exploração" que ele conhece Shmuel, que ao longo do tempo em Haja-Vista se torna seu mais novo melhor amigo de uma vida toda. Ele só não entendia porque uma cerca os separava e quem estava desse lado podia passar pra lá - ainda que ele não estivesse incluído nesse "quem", mas nunca, jamais, o contrário...

Bruno e Shmuel são adoráveis por serem tão reais. Aquele é cheio de vida, grita quando se acha injustiçado, aponta os erros do pai (ou o que ele acredita ser), entende que é trabalho das irmãs mais velhas perturbarem a paz dos menores, gosta de explorar o mundo e não tem receio de rever seus conceitos. Este já está calejado da vida, cheio de medos e inseguranças, conhece a maldade dos homens e as injustiças. Mas quando estão juntos não há pra onde correr: são apenas crianças. Ainda bem! 

Há quem reclame da superficialidade da história, que não foca nos horrores e atrocidades da guerra. Mas esse, pra mim, é outro ponto forte livro. Quem quer mais detalhes, mais veracidade ou mais "foco" na guerra, recomendo O Diário de Anne Frank. Não há como se decepcionar. Mas em O Menino do Pijama Listrado você terá apenas a visão de um garotinho que tem a vida toda mudada pela guerra e nem sabe bem o porquê. São os olhos de uma criança, enxergando a dor e a tristeza de outra.

Já fizeram uma adaptação para o cinema. Eu ainda não vi. Acho que preciso me preparar psicologicamente para mais uma torrente de lágrimas... 

sábado, 12 de junho de 2010

Millenium - The End

Depois do desês de ontem, que ainda não deixou de martelar na minha cabeça, resolvi olhar uns post´s antigos. E não é que descobri que comecei a resenhar a trilogia Millenium e não terminei ainda! Falta minha, porque já a a terminei faz séculos e é mesmo excelente!

O último livro da saga se chama A Rainha do Castelo de Ar, e claro, o foco está na querida Lisbeth Salander, que sofre pra burro nessa última trama. Mas é fato que o Mikael PEGADOR Blomviskt está sempre a postos para salvá-la. : D Como cada livro teve um tema central (recapitulando: o primeiro tratava sobre maus tratos, venda e prostituição de mulheres; o segundo falava sobre tratamento com as pessoas, responsabilidade social), esse não poderia ser diferente: tráfico de mulheres, de drogas e lavagem de dinheiro. 

O enredo se desenrola freneticamente. Quando você acha que matou a charada, que a Salander não tem como estar mais ferrada, ou ser mais esperta, que não há mais ideias mirabolantes para o Blomviskt e que tudo está perdido, Stieg Larsson te surpreende e faz tudo mudar, acontecer e te prende loucamente! São 688 páginas que você quer - literalmente - devorar! E foi isso que fiz. Li tudo em dois dias porque não conseguia soltar. Poucos autores têm essa capacidade absurda e encantadora de te fazer querer sempre mais, e é uma pena que não teremos mais Larsson para nos contar histórias... 

Já disse como amo essas capas cheias de fogo e desenhos orientais? poisé!

sábado, 13 de fevereiro de 2010

E a Saga Continua...

A trilogia Millennium está de volta aqui no Balaio!

O segundo volume e focado na nossa já querida, íntima e BBF, Lisbeth Salander. Acontecimentos inesperados e medonhos convergem todos para uma só pessoa: la pobrecita da Lisbeth. Sorte dela é que o Mikael PEGADOR Blomkvist está sempre por perto e a postos para defendê-la! Outros acontecimentos também permeiam a trama, e acabam se ligando sem que a gente perceba e ou se resolvem no último livro - que eu já li!!!

Agora, pra vocês, o resumo do site - é que vocês já sabem, né? Eu não sei fazer resumo!

Não há inocentes. Apenas diferentes graus de responsabilidade”, raciocina Lisbeth Salander, protagonista de A menina que brincava com fogo, de Stieg Larsson. O autor — um jornalista sueco especializado em desmascarar organizações de extrema direita em seu país — morreu sem presenciar o sucesso de sua premiada saga policial, que já vendeu mais de 10 milhões de exemplares no mundo. Nada é o que parece ser nas histórias de Larsson. A própria Lisbeth parece uma garota frágil, mas é uma mulher determinada, ardilosa, perita tanto nas artimanhas da ciberpirataria quanto nas táticas do pugilismo, e sabe atacar com precisão quando se vê acuada. Mikael Blomkvist pode parecer apenas um jornalista em busca de um furo, mas no fundo é um investigador obstinado em desenterrar os crimes obscuros da sociedade sueca, sejam os cometidos por repórteres sensacionalistas, sejam os praticados por magistrados corruptos ou ainda aqueles perpetrados por lobos em pele de cordeiro. Um destes, o tutor de Lisbeth, foi morto a tiros. Na mesma noite, contudo, dois cordeiros também foram assassinados: um jornalista e uma criminologista que estavam prestes a denunciar uma rede de tráfico de mulheres. A arma usada nos crimes — um Colt 45 Magnum — não só foi a mesma como nela foram encontradas as impressões digitais de Lisbeth. Procurada por triplo homicídio, a moça desaparece. Mikael sabe que ela está apenas esperando o momento certo para provar que não é culpada e fazer justiça a seu modo. Mas ele também sabe que precisa encontrá-la o mais rápido possível, pois mesmo uma jovem tão talentosa pode deparar-se com inimigos muito mais formidáveis — e que, se a polícia ou os bandidos a acharem primeiro, o resultado pode ser funesto, para ambos os lados.

Corra, compre e leia!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Vamos Passar a Perna no Sistema!

Não, essa não é uma idéia minha! Eu ainda não tenho a pretenção de acabar com o sistema ou fazê-lo desandar... Mas Schindler, sim!
Essa é mais uma idéia de leitura e filme sessão da tarde triste e chorosa. Oskar Schindler foi um cara, que em plena Segunda Guerra quis massacrar o sistema e salvar, ou manter com vida o quanto pode, milhares de judeus que não viam nada além da morte nos campos de concentração nazistas.
Com sua fábrica e seus milhões ele pode fazer o bem - enquanto muitos achavam loucura, viver como um verdadeiro bon vivant e ainda sustentar seus vícios, amantes e manter boas relações com todo alto escalão da SS.
Quem ainda não viu, ou não leu, AGORA! rs É uma leitura sem floreios e que não põe o protagonista num pedestal, apenas como um real humano cheio de compaixão e generosidade. O filme tem atuações maravilhosas e uma direção sem igual de Spielberg. Vale a pena cada minuto das três horas que se passa em frente a tv!


terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Trilogia Millenium

E continuando na saga "Mariana Vai Construir a Maior Biblioteca do Mundo", trago agora a trilogia Millenium, do sueco Stieg Larsson, jornalista que denunciou grupos facisctas e racistas em seu país.

Comprei o primeiro livro - Os Homens Que Não Amavam As Mulheres - por acaso (o título era legal, estava na promoção por 21,90 e ele tinha 400 e algumas páginas. Muita coisa pra ler e pouco a pagar, AMEI!).

Me surpreendi com a trama tão bem costurada, envolvente e cheia de detalhes. Gostei do 'tom' de denuncismo de mau trato às mulheres, abusos e violências sexuias. Coisas que acontecem por aqui, também se passam por lá. Quando acabei, deu um gostinho de quero mais...

Por uma puta sorte, o próprio cinema Sueco resolveu fazer a adaptação. Imagine Mikael Blomkvist falando inglês? No way!

Um mega resumão tirado do site, porque eu não sei resumir, sabe? Vou falando... Falando... Falando... Enfim!

"Os homens que não amavam as mulheres é um enigma a portas fechadas — passa-se na circunvizinhança de uma ilha. Em 1966, Harriet Vanger, jovem herdeira de um império industrial, some sem deixar vestígios. No dia de seu desaparecimento, fechara-se o acesso à ilha onde ela e diversos membros de sua extensa família se encontravam. Desde então, a cada ano, Henrik Vanger, o velho patriarca do clã, recebe uma flor emoldurada — o mesmo presente que Harriet lhe dava, até desaparecer. Ou ser morta. Pois Henrik está convencido de que ela foi assassinada.
Quase quarenta anos depois o industrial contrata o jornalista Mikael Blomkvist para conduzir uma investigação particular. Mikael, que acabara de ser condenado por difamação contra o financista Wennerström, preocupa-se com a crise de credibilidade que atinge sua revista, a Millennium. Henrik lhe oferece proteção para a Millennium e provas contra Wennerström, se o jornalista consentir em investigar o assassinato de Harriet. Mas as inquirições de Mikael não são bem-vindas pela família Vanger. Muitos querem vê-lo pelas costas. Ou mesmo morto. Com o auxílio de Lisbeth Salander, que conta com uma mente infatigável para a busca de dados — de preferência, os mais sórdidos —, ele logo percebe que a trilha de segredos e perversidades do clã industrial recua até muito antes do desaparecimento ou morte de Harriet. E segue até muito depois… até um momento presente, desconfortavelmente presente".

Aposto que você também ficou louco pra ler! Demorou quatro dias e eu já estava com o segundo volume na mão. Mas isso é história pra outro post...

Dica amiga: Livraria Saraiva com super mega promoção na compra dos três volumes. CORRE!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

As Crônicas de Nárnia: Todo Meu!!!

Nessas férias eu resolvi aumentar meu acervo literário... Foram livros de mulherzinha - pra ler quando a gente só quer rir, clássicos literários - quando meu intelecto grita e clássicos infantis - porque eu amo muito!

E eu estou bem boba, sabe, com a minha última aquisição! É um daqueles sonhos de consumo que você acha que vai demorar muito pra conquistar e quando tem nas mãos, nem acredita! "Is this real life?", como diria meu amigo David-pós-dentista.

As Crônicas de Nárnia é um sonho antigo. E eu já estava namorando a edição única e ilustrada há séculos sem fim! Mas ele custava tão caro... Mas a Saraiva deu a louca e me deu um presentão de ano novo: edição única E ilustrada por somêntí 49,90... É MEU!! É MEU!! É MEU!! Pedi na hora e contei os minutos para o correio trazer a entrega.

Ele é lindo! Mais lindo que o Tom Cruise e o Carlos Casagrande juntos e misturados! A capa ilustrada com o que seria o Aslam (o leão, para quem não sabe) hipnotiza qualquer um. As ilustrações no começo de cada capítulo são tão fofas. E eu me achei mega poderosa com meu livro nas mãos.

Eu prometi que não iria devorar suas 700 e poucas páginas em dois, ou três dias. Que graça tem? De repente, puft! Acabou! Não. Irei lê-lo aos pouquinhos... Conto por conto. São sete (S-E-T-E) ao total. E ao final, o autor, C. S. Lewis, fala em algumas páginas sobre 'como escrever para crianças'. Estou amando demais!

Li só o primeiro, O Sobrinho do Mágico, que fala do descobrimento do Reino de Nárnia por crianças enviadas deste mundo para outro distante. É o começo de tudo, e os próximos contos desenrolam histórias entre o bem e o mal, animais falantes, cavalos voadores e reinos encantados. Sempre com Aslam todo lindo lá! Quero um na minha casa djá!

resumo: O autor é irlandês, escreveu os sete livros - os contos foram escritos em livros separados - entre 1949 e 1954. Ele era amigo do Tolkien, outro mestre da fantasia. Foram vendidos mais de 120 milhões de livros em 41 idiomas...