domingo, 2 de novembro de 2008

'Zambar' é bom!

Diga, meu povo! Depois de um final de semana de recheado de forró, é hora de encher esse Balaio.

Da fotografia, à música. E como já dizia o poeta, quem não gosta de samba, bom sujeito não é! É ruim da cabeça, ou doente do pé! E por isso, o Zamba'Bem faz aquele som gostoso pra Vitória inteira se encantar e sair na dança.

Eu pensei em fazer um texto porreta pra colocar aqui. Elogiar por demais (porque eles merecem), falar do grupo, da história... Mas já coisas que são perfeitas como são. Então me resolvi por colocar a descrição que eles mesmos fizeram na comunidade do ORKUT:
"Quem não gosta de samba, bom sujeito não é! É ruim da cabeça ou doente do pé.”
Seguindo essa filosofia um grupo de jovens músicos do Espírito Santo, foi buscar nos clássicos do samba e da música popular brasileira inspiração para sua ousada e inovadora proposta: Misturar Chico Buarque, Cartola, Adoniran Barbosa, Nelson Cavaquinho, Farofa Carioca, Ataulfo Alves, Fundo de Quintal, Jorge Benjor, Dorival Caymmi com muito swing e descontração.
Uma pitada de bom gosto e muito atrevimento dão o toque especial para transformar clássicos do samba no que apelidaram de “baile show”.
O resultado é ZAMBA'BEM, o melhor do samba em uma nova roupagem moderna e bem humorada que não deixa ninguém parado!!"
Pra quem quiser ficar por dentro das novidades do grupo, o blog deles está a disposição. rs ZAMBA'BEM





'Se gostar, descasque essa idéia!

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Frames - Alguma coisa vai acontecer

Ohh de casa! rs Vamo que vamo, que não dá pra parar!

Hoje o Balaio fala de fotojornalismo. Essa área, que é cheia de encantos, fascina seus profissionais, e tem como pré-requisito para praticá-la a paixão. E não sou eu quem digo, são próprios profissionais aqui de Vitória, ES.

O curta FRAMES - Alguma coisa vai acontecer, com direção do Edson Ferreira, fala do dia a dia dessa turma que tanto rala, pela visão de quem mais entende do assunto: eles!

"Um dia, múltiplas lentes. Da redação do jornal às ruas de Vitória, três repórteres fotográficos registram histórias de morte, paixão e poder".

Assistam o Taser:





'Se gostar, descasque essa idéia!

sábado, 25 de outubro de 2008

Resposta na ponta da língua e na ponta do pé

Eiita que o Balaio tava 'bunito'! Gradicida aos comentários sobre o post passado. Realmente, já que é para dominar o mundo, que domine um mundo melhor! E parabéns ao Jonathan, que já resolveu contribuir com a idéia e deixar sua marca por lá! Eiita menino porreta!

E agora, a gente vai de forró! [pra matar alguém de inveja!] O Trio Forrozão, veterano no negócio e que continua sendo o bã bã bã da história, gravou uma música em 2000, no álbum Na Batida da Zabumba, chamada Diploma Nordestino. A letra é a devida resposta ao resto desse Brasil que pensa que todo nordestino é retirante, que sonha em partir pra 'Sumpaulo' e que lá está a civilização. Aos que acham que nessa terra rica nada dá, que o povo quer esmola e prefere não trabalhar.

Pois creiam, por lá existe o que há de mais bonito: o calor humano, o verde que floresce quando encontra água, o povo que trabalha pra comer e não pra acumular e a valorização das pequenas importantes coisas da vida!

E pra vocês, DIPLOMA NORDESTINO

Não tem sentindo eu precisar de sua esmola
Eu sou perfeito de saude, meu patrão
Minha coragem pra trabalhar, não tem hora
Não é minha culpa, essa desorganização
Pois bem aqui, debaixo do meu roçado não existe só o Japão

Cave o poço que dá água, será que é preciso lhe dizer
Quem de nós é mais ignorante, eu que não aprendi a ler
Ou você se morresse de fome, se não me desse oque fazer

Desvia verbas e fala verborragia
Roube um pouco do velho Chico também
Desvie um pouco dessa água
Pra molhar essa terra de ninguém
E com certeza eu vou estar na sua mesa
E sobra um pouco pra minha mesa também

Cave o poço que dá água, será que é preciso lhe dizer
Quem de nós é mais ignorante, eu que não aprendi a ler
Ou você se morresse de fome, se não me desse oque fazer

A minha escrita está no cabo da enxada
As minhas mãos estão que é um calo só
É meu orgulho, esse é meu documento
É meu diploma minha soma meu suor
Não posso mais abandonar minha família
Nas suas terras eu vou me sentir tão só




'Se gostar, descasque essa idéia!

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Multiplica pelo GOOGLE que dá!

Povooo!! Voltei! =D É, vida corrida, tempo apertado, mas tô aqui! Primeiro, tô feliz demaiiiiis! Saiu o No Entanto, o jornal experimental da faculdade, que a MINHA turma fez. Meu orgulho de cada um é de um tamanho sem fim. Como se diz por aqui, BOMBAMOS! :) Segundo, tô indo pra CASA, então me esqueçam até semana que vem!

E hoje a gente vai de uma idéia light, simples e booooa! Mas você sabe, "multiplica pelo GOOGLE, que dá"! rs Se você tem uma idéia, qualquer que seja, pra ajudar alguém, multiplique pelo google e ajude a muito, mas muito mais gente. Eles agradecem! Afinal, todos sabemos que o Google quer, até mesmo mais do que Cérebro, dominar o mundo. Ir contra? Jamás. Junte-se a ele. E se é pra dominar, que domine um mundo melhor!







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quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Prato que se come frio...

Eiiita que tô de vorta! E com uma coisa booooa que dá gosto de ler. A caso, vocês se lembram daquela história do coordenador do curso de medicina da UFBA, que falou e aconteceu sobre os baianos? Pois é... Já dizia o Chaves: A vingança nunca é plena. Mata a alma e envenena! Maaaaaas... É um prato que se come frio e que é de encher os olhos! rs

Em momento de total burrice, o senhor Miguezim de Princesa, um cordelista porreta!, resolveu por devolver em bons trocados o que o pilantra andou mai dizendo. E o resultado? Um cordel de primeira! E com vocês:

A Vingança do Berimbau

Superado pelo tempo,
Ensinando muito mal,
Fabricando mil diplomas
Para entupir hospital,
O doutor da faculdade
Botou, com toda maldade,
A culpa no berimbau.

Disse o doutor Natalino
Que o baiano é um bocó,
Sem coragem e inteligência,
Preguiçoso de dar dó,
Só liga pra carnaval
E só toca berimbau
Porque tem uma corda só.

O sujeito ignorante
Não conhece o berimbau,
Que atravessou o mundo
Com toda a força ancestral.
Na fronteira da emoção,
Traz da África a percussão
Da diáspora cultural.

Nem Baden Powel resistiu
À percussão milenar,
Uma corda a encantar seis
Na tristeza camará
De Salvador da Bahia.
Quem toca e canta poesia
Na dança sabe lutar.

O doutor, se estudou,
Na certa não aprendeu nada:
Diz que o som do Olodum
Não passa de uma zoada
E a cultura baiana
É uma penca de bananas,
Primitiva e atrasada.

Jimmy Cliffi, Michael Jackson,
Paul Simon e o escambau
Se renderam ao Olodum
Com seu toque genial,
Que nasceu no Pelourinho
E hoje abre caminho
No cenário mundial.

O baiano é primitivo?
Veja só o resultado:
Ruy foi o Águia de Haia;
Castro Alves, verso-alado
De poeta condoreiro,
E gente do mundo inteiro
Se curvou a Jorge Amado.

Bethânea, Caetano e Gil,
Armandinho, Dodô e Osmar,
Gal Costa, Morais Moreira,
Batatinha a encantar
João Gilberto, Bossa Nova
Novos Baianos são prova
Da grandeza do lugar.

Glauber, no Cinema Novo;
Gregório, velha poesia;
Gordurinha, no rojão;
Milton, na Geografia;
Anísio, na Educação;
Dias Gomes, na encenação;
João Ubaldo e Adonias.

Menestrel da cantoria
Temos o mestre Elomar,
Xangai, Wilson Aragão,
Bule-Bule a improvisar,
Roberto Mendes viola
A chula * semba de Angola,
Nosso samba de além-mar

Se eu fosse citar todos
Que merecem citação,
Faria um livro de nomes
Tão grande é a relação.
Desculpe, Afrânio Peixoto,
Esse doutor é um roto
Procurando promoção!

Com vergonha do que fez:
Insultar toda a Nação,
O tal doutor Natalino
Pediu exoneração
E não encontra ninguém,
Nem um nazista do além,
Para tomar a lição.

O baiano é pirracento,
Mas paga com bem o mal:
Dá uma chance a Natalino
Lá no Mercado Central
De ganhar alguns trocados
Segurando o pau dobrado
Da corda do berimbau.



'Se gostar, descasque essa idéia!